Backrooms: quando o mergulho ocorre dentro de si
- danielsa510

- há 2 dias
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Podemos acreditar que toda a primeira parte de Backrooms (2026), até o momento em que Clark se apropria, de fato, do espaço, funciona muito bem, tanto em termos de uma apresentação que cadencia um ritmo não necessariamente frenético de instituição das coisas quanto no que diz respeito à diretividade com que as situações são apresentadas e elaboradas.
Ainda assim, a "segunda parte", que corresponde à entrada da Mary (Renate Reinsve) na dimensão paralela, parece carecer um pouco de uma maior unidade, na comparação com o segmento anterior. E não apenas pela sensação de ambiência que a introdução estabelece, mas sobretudo pela impressão de incompletude em torno daquilo o que foi sugerido anteriormente.
Entendo que o Kane Parsons assina a direção, mas fica muito difícil acreditar que ele tenha tido controle criativo pleno do projeto, dado o modo como a narrativa se conclui.

Talvez, por isso, assim como fora para mim, assistir ao filme sem saber da equipe de produção por trás ajuda no exercício de compreensão dos pontos ao fim de tudo.
O desenrolar e a atmosfera ou decisões criativas vinculadas a isso rementem muito a vertentes que tanto o James Wan quanto o Osgood Perkins tomariam nos seus trabalhos individuais. E como produtores , sobretudo os vícios e cacoetes do Perkins - todos péssimos - gritam em tela.
E isso vai de uma total falta de sensibilidade para construção de situações minimamente criativas na condução do evento do horror até pontos mais elementares como uma decupagem de uma cena em si. Enfim, algo difícil de desconsiderar na prática da realização e isso ecoa numa boa parte do filme do modo mais negativo possível.



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