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UM FILME OU DOIS
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Homem-Aranha: Um Novo Dia (2026) | Mudanças bem-vindas
Crédito: Marvel Studios Não parece uma tarefa simples dessuperficializar uma proposta de filme de super-herói a partir do contexto em que vivemos atualmente. Na era das Inteligências Artificiais, o contorno do padrão estabelecido já sugere que algo de diferente foi ensaiado, testado a priori. Algo que fica bem aparente neste filme. Diferente do que havia feito em Shang-Chi (2021), o Cretton concentra sua atenção num coeficiente dramático da coisa que não escorrega para uma re
danielsa510
há 4 horas


O Convite: a reflexão silenciosa antes do fim
Crédito: Black Bear Em O Convite (2026), Olívia Wilde faz uma comédia dramática sem necessariamente ceder tanto a clichês nos níveis da forma e do conceito do filme. Ela joga com uma estrutura bastante parecida com as primeiras comédias do Woody Allen, em termos de texto, mas também retoma traços de trabalhos mais recentes dessa referência, como por exemplo, "Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos" (2010). Isso acontece, sobretudo, quando analisamos a questão do plano ou d
danielsa510
7 de ago.


Futuro Futuro: o problema da elaboração da discursvidade
Crédito: Divulgação Futuro Futuro (2026) transita numa atmosfera que se assemelha muito a um período específico da produção cinematográfica brasileira contemporânea, ali por volta do início dos anos 2010, sobretudo em obras como Brasil S/A (2014), Café com Canela (2017), etc. Não são obras com problemas irreparáveis, mas que concentravam uma certa dificuldade em elaborar o próprio discurso em torno da mensagem e da ambiência que tentam construir, investigar. Nem acredito que
danielsa510
22 de jul.


Eles Não Usam Black Tie: o naturalismo transcedente de Leon Hirszman
Crédito: XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema | Banco do Brasil É algo muito forte a aproximação possível entre o cinema de Robert Bresson, dos Straubs e aquele executado por Leon Hirszman. Sempre gostei muito da premissa mais clássica, por vezes até hiper encenada da dramaturgia do cineasta e em como isso acaba gerando um "ruído" revelador de diversas nuances, sobretudo nesse coeficiente de distinção entre os tons e a força de cena entre os atores. Nos núcleos de Eles
danielsa510
13 de jul.


Backrooms: quando o mergulho ocorre dentro de si
Crédito: Imagem Filmes Podemos acreditar que toda a primeira parte de Backrooms (2026), até o momento em que Clark se apropria, de fato, do espaço, funciona muito bem, tanto em termos de uma apresentação que cadencia um ritmo não necessariamente frenético de instituição das coisas quanto no que diz respeito à diretividade com que as situações são apresentadas e elaboradas. Ainda assim, a "segunda parte", que corresponde à entrada da Mary (Renate Reinsve) na dimensão paralela,
danielsa510
30 de jun.


Natal Amargo: múltiplas dimensões do exercício fílmico
Crédito: Divulgação Em Natal Amargo (2026), a proposta de Pedro Almodóvar em projetar a experiência da realização de modo metalinguístico poderia até soar reiteradamente pouco criativa, dada a constância com que o cineasta volta ao tema, mas, de alguma forma, isso não acontece. Acho que a decisão dele em estabelecer a narrativa em uma estrutura modular ajuda bastante nisso. Em linhas gerais, é como se o filme estivesse, como de fato, está, arquitetado a partir de quatro dimen
danielsa510
3 de jun.
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