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UM FILME OU DOIS
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Eles Não Usam Black Tie: o naturalismo transcedente de Leon Hirszman
Crédito: XXI Panorama Internacional Coisa de Cinema | Banco do Brasil É algo muito forte a aproximação possível entre o cinema de Robert Bresson, dos Straubs e aquele executado por Leon Hirszman. Sempre gostei muito da premissa mais clássica, por vezes até hiper encenada da dramaturgia do cineasta e em como isso acaba gerando um "ruído" revelador de diversas nuances, sobretudo nesse coeficiente de distinção entre os tons e a força de cena entre os atores. Nos núcleos de Eles
danielsa510
há 1 hora


Backrooms: quando o mergulho ocorre dentro de si
Crédito: Imagem Filmes Podemos acreditar que toda a primeira parte de Backrooms (2026), até o momento em que Clark se apropria, de fato, do espaço, funciona muito bem, tanto em termos de uma apresentação que cadencia um ritmo não necessariamente frenético de instituição das coisas quanto no que diz respeito à diretividade com que as situações são apresentadas e elaboradas. Ainda assim, a "segunda parte", que corresponde à entrada da Mary (Renate Reinsve) na dimensão paralela,
danielsa510
30 de jun.


Natal Amargo: múltiplas dimensões do exercício fílmico
Crédito: Divulgação Em Natal Amargo (2026), a proposta de Pedro Almodóvar em projetar a experiência da realização de modo metalinguístico poderia até soar reiteradamente pouco criativa, dada a constância com que o cineasta volta ao tema, mas, de alguma forma, isso não acontece. Acho que a decisão dele em estabelecer a narrativa em uma estrutura modular ajuda bastante nisso. Em linhas gerais, é como se o filme estivesse, como de fato, está, arquitetado a partir de quatro dimen
danielsa510
3 de jun.


O Diabo Veste Prada 2: e o cinema não importa
Crédito: 20th Century Studios O Diabo Veste Prada 2 (2026) é, de fato, uma obra sobre personagens sem futuro e feito para o espectador médio preocupado apenas com o senso nostálgico do competente primeiro filme ou que se anima ao ver a cantora pop preferida em uma inserção totalmente gratuita e destituída de organicidade fílmica. Uma narrativa que coloca no centro da sua estrutura temática - se é que podemos dizer que a obra tenha uma narrativa que seja - uma figura de chefia
danielsa510
18 de mai.


O Drama: pôr o coração na prática cinematográfica
Crédito: Diamond Films Reconforta ver e entender que o Kristoffer Borgli não tentou simplificar o próprio fazer em detrimento de uma busca por encaixar O Drama (2025) dentro de uma determinada janela de apreciação "fácil" da coisa. A ideia do escárnio e a atmosfera da dramédia reinam no todo da obra, mas nunca geram a sensação de descompensamento na sua escala tonal. O que é algo raro no cinema mainstream ocidental contemporâneo. E sim, a A24 não faz "cinema independente". In
danielsa510
4 de mai.


A Voz de Deus: e a escuta do cinema
Crédito: Embaúba Filmes A Voz de Deus (2025) é verdadeiramente um filme de montagem. Tudo o que o Miguel Antunes Ramos toma como base ou alicerce para a construção da narrativa como um todo parte do material captado e na forma como essas peças cronológicas vão se articulando, reorganizando e se sobrepondo, muitas vezes em função, não da "mensagem" que o filme queira organizar, passar. Voltarei a isso logo mais, mas acho importante citar esse componente técnico uma vez que e
danielsa510
20 de abr.
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